“Agents provocateurs” (Stephen Downes) – Premier aperçu

Como é natural ainda não consegui ler todos os recursos partilhados em Materiais e Recursos para eLearning mas tenho de confessar que, tal, é-me difícil, após a leitura do artigo/post de Stephen Downes “Agents Provocateurs” em: http://www.downes.ca/post/54026!

Só o/pelo título, embalou-me! A sua leitura, encheu-me, por enquanto, as medidas. Resume algumas das principais preocupações, o da sustentabilidade e eficácia (reutilização institucional) dos Recursos Educacionais Abertos (REA). Apesar de ter sido escrito em 2010, é de uma atualidade que até mete impressão (aliás, reforça a minha opinião quanto ao ciclo de vida do “conhecimento online”… não é assim tão curto quanto alguns acreditam ou se poderia imaginar). Para além disto tudo vai,  para mim, ao âmago das questões: o da mudança de mentalidades e de perspetivas/ visões/”olhares”… não será?

Enquanto as instituições ligadas ao ensino-aprendizagem, os poderes instalados na educação e alguns dos seus protagonistas se debatem sobre o seu futuro e resistem à mudança (plenamente de acordo que nem todas são boas), há muito movimento, ideias e ideias a decorrerem, a ganharem vida… Gosto de termo “subversivo”, utilizado por S. Downes. mas também gosto, para significar o mesmo, o de contracultura.

A minha costela de socióloga faz-me recear pela apropriação institucional destes (e doutros) movimentos mas, também, pela sua massificação (sem critérios), não sei se me faço entender? (Não defenderá algo parecido Downes  no seu artigo em relação aos REA’s  e, em especial, quando diz que o modelo institucional da sua utilização é insustentável?)

No entanto, o meu lado criativo é estimulado por estes movimentos e caminhos. A educação não é uma arte? A par do cinema, da música, da dança, da pintura, da escultura, da literatura, da fotografia …? Ser-se professor(a) ou aluno(a) não é ser-se artista, no sentido de criador(a) (não confundindo, portanto, com o sermos simples intérpretes ou, como alguns reticentes designam, de “palhaços”) mas igualmente de consumidor(a)?

Parece-me que é óbvio que sim!

Qualquer um de nós tem as suas fontes, os seus alicerces, as suas referências (por exemplo, mais kandinsky(ano), Gauguin(iano), Picasso(iano) ou Monet(iano)…, eu sei que esta não é a classificação correta, desculpem-me os eruditos…) mas, estas são transformadas, readaptadas, reformuladas, revisitadas através do filtro da nossa personalidade, interações com os outros, experiências, etc.,  e (voltando ao tema dos REA’s), parece-me bem que a tecnologia, as utilizações que podemos dela fazer e as criações que estas nos permitem (em todas as áreas mas, igualmente, no campo da educação e do ensino-aprendizagem), está a fazer emergir as raízes de diversas Discussões animadas, ao estilo da Grécia Antiga.  

Haja reflexão, discussão e… haja quórum?

Diria que para já…continuemos a refletir e a conversar :)! 

Anúncios

2 thoughts on ““Agents provocateurs” (Stephen Downes) – Premier aperçu

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s