Personal Learning Environments on the Social Semantic Web

Jeremić, Z.,  Jovanović, J.,  Gašević, D. (s.d.). Personal Learning Environments on the Social Semantic Web. Semantic Web Journal. http://www.semantic-web-journal.net/sites/default/files/swj183_1.pdf

Trata-se de um artigo científico, elaborado por três co-autores-estudantes, dois dos quais na/pela Universidade de Belgrado – Sérvia e o outro na/pela Universidade de Athabasca – Canadá. Não datado, este foi submetido ao Semantic Web Journal, por um dos seus editores-chefe, Pascal Hitzler, em 6/Set/2011 e a sua última revisão apresenta a data de 10/Jan/2012, contando com 1,961 visualizações.

Redigido em inglês, não se encontra paginado mas conta com 29 páginas (versão impressa) e o seu conteúdo, ilustrado com alguns quadros e representações gráficas, está estruturado em 10 pontos/títulos/partes (sendo que alguns destes apresentam subpontos/títulos): 1. Introduction; 2. Social Semantic Web and Interactive PLEs – State of the Art; 3. Principles; 4. Case study: Development of the DEPTHS Personal Learning Environment; 5. Analysis; 6. Evaluation; 7. Conclusion; 8. Endnotes; 9. References e 10. Appendix.

O estudo, consubstanciado no artigo, tem como propósito demonstrar como a integração da tecnologia da web semântica e social, considerada por muitos como a SSW – Social Semantic Web – com o paradigma Linked Data (considerado “espaço de dados interconetados globalmente”*1 e/ou “estilo de publicação e interligação de dados estruturados na web”*2), da qual resulta uma proposta de materialização de um domínio concreto de engenharia de software educacional, oferece um progresso significativo na interatividade dos ambientes de aprendizagem dos/nos dias de hoje.

Por detrás desta ideia, encontra-se a defesa do argumento que esta integração pode levar os indivíduos-aprendentes, através da abrangência das interligações com diferentes ferramentas e serviços, a controlarem o seu processo de aprendizagem. Tal propósito é fundamentado através da identificação (e exploração empírica) de sete princípios-chave (Integração, abertura, gestão da identidade distribuída, consciencialização-contexto, modularidade, ubiquidade no acesso aos dados e centralização no utilizador) em que tais SSW (Social Semantic Web) se baseiam, e da ilustração – concepção, implementação, análise e avaliação – dos DEPTHS (Design Patterns Teaching Help System).

Enquadrado por duas teorias pedagógicas (segundo uma abordagem construtivista): A teoria da aprendizagem baseada em projeto – PBL – e a teoria do envolvimento/compromisso e resultando na enunciação das manifestas potencialidades da interatividade dos PLEs com base na arquitetura DEPTHS, o artigo termina com duas questões, que nos lançam para caminhos ainda por desbravar, relativas à utilização integrada da SSW (Social Semantic Web) e LD (Linked data), que são: a preservação da privacidade e a da autoria dos dados, no processo de ensino/educação e aprendizagem.

De leitura densa, requerendo algumas noções de base mais simplificadas sobre PLEs, Web Semântica, Web Semântica Social, MUPPLEs (Mash-up Personal Learning Environments -PLEs conseguidos através da combinação de diversas fontes da web 2.0) e DEPTHS (Design Patterns Teaching Help System),o que implica o recurso prévio e/ou adicional a outros links de interesse, o artigo merece (mereceu-me) atenção quer pelo aprofundamento do tema, quer pela investigação realizada (de tentativa de colmatar um certo vazio teórico-empírico, no que diz respeito à integração significativa e personalizada dos dados/sistemas de aprendizagem distribuídos, de forma a tornarem-se facilitadores pedagógicos de uma aprendizagem de cariz interativo), assim como, pelo questionamento demonstrado, numa perspetiva de futuro, sobre os Personal Learning Environments.

Embora ainda haja posições diversas, dentre as quais algumas céticas, relativamente às “social networking tools” (tais como o facebook, twitter e youtube), os autores do presente artigo acreditam que é razoável acreditar-se que estas ferramentas poderão desempenhar um papel, cada vez maior nas práticas educacionais. Dado o reconhecimento alargado, pela comunidade (do) e-learning, das fragilidades do software social e ambientes de aprendizagem interativa atuais, tem-se vindo a configurar o conceito de Personal Learning Environments – PLEs que parece ser, segundo os autores, e na medida em que permite aos aprendentes o controlo dos ambientes das suas aprendizagens (promovendo, ao mesmo tempo, uma aprendizagem interativa em contextos dispersos da web), amplamente aceite.

Não partilhando ainda do otimismo, subjacente a este estudo, relativamente ao futuro das aprendizagens em ambientes digitais interativos de aprendizagem, e com algumas reticências (nomeadamente sobre o nível de dispersão presente na flexibilidade e autonomia das aprendizagens), porquanto ainda no início de um processo de aprendizagem, o facto é que artigo permite, na minha opinião, alargar um pouco os nossos horizontes e, desta forma, ajudar-nos a encarar de frente os receios existentes por desconhecimento.

*1 http://www.inf.ufsc.br/~ronaldo/ine5454/LinkedData.pdf

*2 http://www.inf.puc-rio.br/~casanova/INF2030-Topicos-Web%20Science/LinkedData17112011.pdf

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