As pessoas contam! Indivíduos em rede numa sociedade global.

Como muitos de entre nós (sou apenas mais uma), sinto-me preocupada com o nosso presente e com o nosso futuro…Nada de estranho, não é? Mas, para além de questões materiais (se é que assim podemos chamar-lhes…não vou discutir, pelo menos por agora, a pirâmide de Maslow), de “tenho ou não dinheiro para…”, preocupa-me a nossa Humanidade! As questões de ética, de valores… Não é por nada, mas… fui educada sob o hino da “Liberté, Egalité, Fraternité” e isso é um legado (não diria que me pesa mas …) que me puxa a manguita da responsabilidade 🙂 !

Divagações à parte. Em 2010, deparei-me com o título de um livro (escrito por James N. Rosenau) que me chamou logo a atenção: As pessoas contam! Indivíduos em rede numa sociedade global. Caí logo na tentação e comprei-o (sou uma sortuda, eu sei!) e não fiquei nada desiludida.

Aqui vão alguns excertos que me interpelaram…e só para atiçar o “gostinho”…

“ Conforme as mudanças económicas, sociais e políticas aceleram a velocidades cada vez maiores, conforme o tempo e o espaço continuam a encolher com a inovação impiedosa das novas tecnologias para movimentar pessoas e ideias por todo o mundo, as pessoas – enquanto pessoas- tornaram-se cada vez mais importantes.” (Rosenau, 2010, p. 12)

“Leccionar é mais do que uma forma de ganhar a vida. É, ao invés, um meio pelo qual sirvo um compromisso de partilhar ideias, elaborar pensamentos, e trocar perspectivas. (…) a maioria escolhe ficar na sala de aula. É uma espécie de lar, um local onde as ideias fluem, os pensamentos são concorridos, a informação é fornecida, e as mentes são expandidas enquanto parte dos processos de crescimento (…) apercebo-me cada vez mais que os limites da sala de aula entrelaçaram-se nos limites do mundo.” (Rosenau, 2010, pp. 13,15)

A propósito das forças envolvidas na globalização…

“Eu prefiro o meu próprio termo, a fragmentegração (…) que capta, numa única palavra, a fragmentação e a integração que marca a dinâmica mutável da política mundial.” (Rosenau, 2010, p. 19)

“ A fragmentegração continua a alterar as concepções que as pessoas têm de si mesmas (…) impõe aos indivíduos a necessidade de se tornarem sensíveis tanto ao potencial integrativo como ao potencial desintegrador de qualquer assunto.”. E referindo-se aos cidadãos “Eles poderão não entender totalmente a interacção entre as forças promotoras da integração e da fragmentação, mas não conseguem evitar a sensação de que as suas rotinas há muito fixadas estão a ser populadas e expandidas por forças novas vindas tanto de dentro como de fora dos seus mundos previamente estabelecidos e que, consequentemente, as novas rotinas estão a alterar as expectativas com as quais eles têm de interagir “. (Rosenau, 2010, p. 20)

Será que é possível e desejável, dada a velocidade com que as mudanças nos estão “a bater de caras” e os imperativos de (re)ação e de comunicação, refletirmos sobre o que está em curso? Eu continuo a pensar que sim 🙂 ! E este parece-me um bom livro para tal.

Para quem quiser e puder ler, aqui vai:

Rosenau, J.M. (2010). As pessoas contam! Indivíduos em rede numa sociedade global. Mangualde, Portugal: Edições Pedagogo, Lda.

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